" Pastora de núvens fui posta a serviço
por uma campina tão desamparada
que não principia nem também termina,
e onde nunca é noite e nunca madrugada"

Destino - Cecília Meireles





domingo, 8 de julho de 2012

Saudade(ar)- Há

O frio não tritura minha pele

ao deixar-me isolada em cor,

como seus olhos em mistério

a fazer-me decifrar!

Nem a breve música alta

põe mais o equilíbrio em pauta

Como o sorriso que sai de sua alma

dedicado ao mundo em mim.

E colore minhas dúvidas

o suspirar dos meus encantamentos,

mais que o real desespero

quando foge o distanciamento,

e logo então minhas lágrimas

de palavras vulgarmente compreendidas

sorriem frente ao tempo

do fulgaz insilenciamento

que controlam-me cada músculo

e cada obra do meu sentimento

que pode meu corpo

lindamente expressar.

E então eu vivo a me orgulhar

de cada nova confusão

que alimenta meu crescer.

e lingua passa a também me encantar

como a aproximação lijongear

o simples do meu desejo,

o desejo do meu simplificar.

E os sonhos não mais me contemplam,

e os medos jamais me enferrujam

se eu posso em breve cantar,

o expandir de alma

como meu novo lugar!



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