" Pastora de núvens fui posta a serviço
por uma campina tão desamparada
que não principia nem também termina,
e onde nunca é noite e nunca madrugada"

Destino - Cecília Meireles





sábado, 12 de novembro de 2011

AO PERDÃO DO MILITANTE


Eu vi,
não no tom dos seus olhos,
mas na vida das palavras
as verdades que encantam.

E eu sei de todo mal,
mas não posso deixar perder
este amor que é humano,
terreno e material

E eu não sei fechar os olhos
para aquilo que me eleva
e do triste sim me  afasto,
mas é pra poder viver
porque a dor leva minh’alma
e eu me sinto pequenina
e eu choro a imensar
e a dor me leva  a cor

E falo como menina,
porque eu deixo tal como ser,
então não julgue meu compor
que sou frágil e que me importo,
Não espere mais  de mim
porque eu sei surpreender

Eu rasquei o calendário
e liguei o toca fitas
flutuei pelo meu mundo
e sonhei o que não tinha,
mas depois fiquei culpada
pela paz que me envolveu
e chorei de constrangida
por aquilo que eu fui
sem saber de quem partiu

E então sonhei ser forte
e aquilo que queres de mim,
mas não queres que eu sonhe,
queres me ver caminhar,
mas eu ando a desviar
e longe não devo chegar

Mas só quero uma luta
que nasça de dentro pra fora
para um  novo mundo maduro
que não coaja minha palavras
e deixe meus olhos brilharem
por aquilo que quiserem.
Pelo bobo amor de jovem,
pelo abraço de criança,
pelo sol se escondendo,
pelos pés pequenininhos
Pra querer amar sem dor,
me encantar sem olhos tortos
sem o medo do teor
comas palavras que eu amar
e melhor me expressar

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